O exorcismo de Astaroth
O exorcismo de Astaroth
Um feixe de luz invade a janela de meus aposentos, junto dessa invasão, abro uma carta que estava sobre a mesa, nela havia as seguintes informações:
“ Querido padre Paulo.
Minha querida filha está agindo de uma forma muito anormal, antes ela era uma menina alegre, com muitos amigos e até muito amorosa, porém depois que voltou de uma festa, mudou de forma drástica, no começo, ela estava apenas distante, no entanto, agora ela murmura em uma língua esquisita e anda pela casa de noite. Padre, por favor, nos ajude! Eu acredito que seja um demônio que se apossou de minha amada filha!
Ass. Dona Maria.”
Após ler a carta, levanto-me e corro até a muito conhecida por mim, casa da Dona Maria, uma humilde senhora beata, quando chego em sua residência, a mesma me recebe com um abraço firme, um abraço cheio de um sentimento, a esperança, por isso fiz do sucesso desse exorcismo uma missão pessoal, não apenas como padre, mas sim como pessoa. Chego ao quarto da jovem, sua mãe a chama, a menina olha, porém quando percebe a minha presença, tomou uma posição raivosa, logo percebi que realmente tratava-se de uma possessão demoníaca, corro até a janela e a fecho, peço para que Dona Maria nos deixe a sós, quando fecho a porta o ser nela dá as caras.
— Um pobre padre, acha mesmo que pode me tirar dessa conquista!
Eu pego em meu bolso um pequeno frasco de água benta, e seguro firme o crucifixo que carrego comigo sempre, quando me apresento.
— Eu, Padre Paulo de Sarlo, te ordeno que volte para casa!
Nada funciona, logo percebo que não é qualquer demônio, a maioria deles sentem medo da autoridade divina dada aos sacerdotes da igreja, então passo para outra abordagem.
— Demônio! Ordeno que me diga seu nome e sua patente!
— Pobre padre, mesmo sabendo quem sou, não poderá me expulsar, sou forte demais, mas tudo bem, direi a você quem sou! Sou Grão-Duque do Inferno, Lider de 40 legiões de demônios, Astaroth.
Diz a menina com uma voz imponente, chegando de forma brusca o seu rosto perto do meu, sinto um hálito fétido, o que confirma a apresentação do demônio.
— Realmente, não sou forte o suficiente para mandá-lo para o inferno, porém sei quem pode, Deus!
Após isso, com o crucifixo corto a minha mão, e com meu sangue desenho seu sigilo no chão e começo a falar:
“Te exorcizo, espírito imundo, potência satânica, invasão do inimigo infernal, em Nome e virtude de Nosso Senhor Jesus Cristo, sejas desarreigado e expulso da Igreja de Deus, das almas criadas à imagem de Deus e resgatadas pelo Precioso Sangue do Divino Cordeiro”
Enquanto recito essa oração o corpo de menina começa a contorcer-se de dor e o Astaroth começa a gritar, quando termino de falar, uma mancha escura toma conta do quarto, e depois do meu corpo, o demônio tenta tomar conta da minha alma, entra em meu corpo, por isso começo a recitar:
“Oh Senhor Deus, pai, limpe meu corpo de qualquer impureza, de qualquer espírito maligno que não obedece a luz do senhor!”
Ajoelho e seguro forte no crucifixo ensanguentado em minha mão, jogo em mim mesmo a água benta e quando a massa escura que em mim tenta adentrar queima, me tranquilizo, porém meu corpo desmaia por conta do cansaço.
Comentários
Postar um comentário