Qualquer poema
Qualquer poema
Na manhã de segunda
Vejo as nuvens passar
Densas, brancas e caladas
Acompanhadas do coro dos pássaros
E da inebriante luz solar
Penso em ser poeta
Para poder amar
Todo o mundo, o meu lar
Porém não faço cânticos
Que valem a pena cantar
Penso em ser menino
Para poder ser divino
Porém de tão pequenino
Não consigo a divindade alcançar
Mas deixo aqui, este poema genuíno
Que nada fala, rima ou explica
Porém caro companheiro
Não posso parar de falar
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