Ébrio
Ébrio
Nessa mesa me afundo
No fundo, do copo, do poço
No bar da esquina
Na rua, na praça, estou só o osso
Penso em Deus e em Maria
Na morena e na caatinga
Ouço o drama do triste cantador
Com a viola gritando em dor
O meu ébrio, celeste, indolor
A branca cachaça mulata
Brasileira, me dá calor
O fim da lua aproxima
Alegre e embriagado
No chão descanso
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