Minha morte

Minha morte


Nunca tive medo da morte

apenas medo de morrer

sentir dor, dizer adeus

nada disso me encanta


O desenrolar do fim

o que vem após

até quem estará lá a me esperar

são questões que não me enchem os olhos


Quero viver

Amar quem me ama

debater com o vento

estremecer a voz


Cantar, gritar e falar

tudo que gosto

e dizer e confirmar

tudo que desgosto


Se assim, quando a musa 

achar cabível meu morrer

vou acatar sem tristeza

apenas espero que seja

de tamanha beleza


 


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