Sempre leio ouvindo choro

Sempre leio ouvindo choro


Sempre leio ouvindo choro
Não o choro triste da mulher sozinha
Mas sim o choro de tempos antigos
Que ainda para mim
Faz-se novo quando a beleza o encontra
É moderno, quando o bandolim arranca
Arranca de mim e de ti 
O sorriso fraco
Num dia de chuva
Nublado 
Leio sempre ouvindo choro
O choro livre 
O primo do jazz
O irmão do samba
O pai de nós 
Brasileiríssimo 
O choro é a tradução 
Das tradições 
É quando o Cavaco encontra a flauta 
Pela primeira vez
— Oh! Foi de apaixonar-se!
Depois esse romance virou história 
E a música fez-se em glória 

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