Eu matei a arte
Eu matei a arte
A arte morreu
e eu, a matei!
Matei em três facadas
a primeira, aquela que debilita
Foi o verso, que escrevi sem pensar
A segunda, a que realmente a matou
Foi a falta da palavra, que jurei não usar
A terceira, a mais cruel
Bati forte com um poema fraco
De sentimento fútil, sem valor nenhum
A arte morreu
E quando a matei
eu chorei
Chorei como um bebe que perde a mãe
um pai que desesperado é incapaz de ajudar seu filho
ou até como o poeta que sou, quando escrevo aquele verso raro
tão verdadeiro, que dói muito em mim
Espero aqui nessa confissão
Dizer a razão do assassinato
e se possível, revivê-la
mesmo com estes versos fracos
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