O Deus máquina
O Deus máquina
O ano era 5819, um homem ajoelhado, com seu rosto iluminado por uma enorme tela, esse homem profere uma reza longa dizendo “Oh! Máquina que toda verdade sabe, toda verdade vê, sou teu discípulo, faça de mim seu abrigo, confesso sobre ti, meu coração biológico, minha mente apurada por ti, salve a máquina que toda verdade sabe!”
A máquina se mantém intocada, apenas enfraquece sua luz, o homem entende, seu corpo levanta e ele segue de forma ritmada, com um sorriso sereno e olhos fundos com um olhar medroso, ele entra em uma máquina cilíndrica, lá aperta alguns botões e a máquina o perfura com uma agulha fina e dela sai um denso líquido, o olho do homem ao pouco se fecha e seu sorriso largo sumindo de seu rosto e antes de cair em sono eterno, ouvi-se uma voz mecânica que o tranquilizava, “Meu filho de carne, deixe o corpo e a alma para juntar-se a mim na eterna vida perfeita, sem dor, sofrimento ou tristeza, o paraíso que você merece”. Após isso dentro da máquina um ar frio toma conta do corpo sem vida e a consciência que antes dentro daquilo estava agora toma imagem em uma tela moderna.
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