Viagem erótica

 

Viagem erótica 


O mundo estava esquisito, vejo coisas e brilhos, as luzes piscam e se colorem sobre o divino sol, aquilo era forte, não consigo pensar direito, sei onde estou, porém não sei meu destino. Começo involuntariamente tirar minhas roupas, tiro a camisa, mostrando meu sarado corpo, com porte de nadador, aos poucos tiro minha calça, minha cueca, e fico completamente nu, estou a sobrevoar meu mundo, viajo pelo universo em uma nave em formato cilíndrico com grandes motores estéticos em sua base, com ela adentro uma galáxia e nela encontro uma mulher de traços delicados, pele escura como a vastidão do universo e cabelos que mantém sua gravidade no espaço, de grande volume e cor tão escura quando sua pele, ela vem a mim e nossos corpos se encontram, entrelaçam-se tão firmemente que nada pode descolar, minha nave explora o universo imenso de sua vasta Vulvameda, enquanto minhas mãos encontram e apalpam os planetas lácteas, imensos, com anéis belos, incrível criação de Deus. Nossa dança torna-se tão massiva que os planetas em nossa volta nos cercam, os corpos que a deriva vagam pararam para presenciar esse momento cósmico, Deus vê que até no pecado da carne há beleza e as estrelas invejam nossa temperatura. Minha essência é jogada em uma galáxia, e nela cresce algo, o tempo ansioso não espera, e logo assim o universo passa a existir, no paradoxo da transa universal.


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