A morte eminente

 

A morte eminente


Anseio pelo abraço frio 

Vivo o penhasco de amanhã 

Sem saber se a tábua que me equilibra 

Vai manter-se firme


Não sei se lerei a próxima página 

Se dormirei novamente

Ou se meus olhos se abriram na manhã chuvosa


Vivo como quem morre

Morto de esperança de viver

Morro como quem vive 

Mas sem viver direito


Ando, será que serei atropelado 

Ou, olhando para mulher atraente

Meu coração parar de palpitar

Como vou deixar minha poesia incompleta 

Se assim vou morrer de dor


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