Como queria ser ignorante

 

Como queria ser ignorante


Queria fechar os olhos 

E não enxergar as mazelas da existência 

Não entender de ciência 

E amar aqueles a minha volta


Odeio a empatia social que me rodeia

O sentimento de revolta

que incendeia 

Uma esperança de um amanhã melhor 


A ignorância é dádiva 

Para que não seja visto

O mundo que mata e explora 

Aquele de cor

Aquele que ama


Os que nascem sem dor

Não entendem o valor

Da consciência pesada

Do amor ao próximo 

Assim como aquele messias

Que adoram, mas não escutam

Falou


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