A tanatofilia do poeta

 

A tanatofilia do poeta


Sempre que tenho vontade de morrer

Escrevo, a poesia é a morte de algo em mim

Sem que eu parta em fim

O poeta como fênix 

Ressurge após cada poema

Das cinzas do papel

E do fogo do sentimento


Escrever é a arte dos assassinos 

Não os que matam indivíduos 

Mas os que matam sentimentos 

Desejos e eternizam momentos


Há na poesia esse espetáculo 

O tanatofilo que é o poeta

Se apega as mortes mais diversas

E delas fazem belas peças


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