O banco da praça
O banco da praça
A chuva fina cai sobre os olhos dos amantes, na escuridão noturna, os corpos entrelaçam-se como raízes sob o solo, as mãos navegam pelo mar do corpo, os lábios se encontram como rios a muito separados, a beleza da carne é nítida, brilha com o suor e a chuva, pelo feixe de luz fraco do poste ao longe, naquele banco duro da praça isolada, os amantes fazem morada, pro amor recente, cheio de ternura e desejo, a adrenalina que o vento causa é eletrizante, o ritmo se intensifica conforme a chuva cai mais forte, o amor daqueles indivíduos mostrasse a escuridão com tamanha beleza que luz recusa a ascender. Esse amor proibido, ilegal e vivido, se encontra no ápice dos corpos terminando o movimento rápido e constrangido.
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