Testamento de poeta
Testamento de poeta
Se eu morrer, peço a você
Um amigo, um amor ou um parente
Ou quem sabe, até um leitor
Pegue toda a minha poesia
Peço que se esforce
Procure até as mais escondidas
E com elas faça o que quiser
Porém, antes de destrui-las ou pública-las
As leia, quero que pelo menos em meu legado
Mesmo depois das larvas tomarem meus olhos
Eu só espero que elas não toquem meus versos
Mas que tais versos, digam a verdade de quem fui
Não um anjo, nem um monstro
Um amante, talvez nem sempre fiel
Um amigo, nem sempre mais disposto
Um poeta, talvez não dos melhores
E um humano, não o mais feliz
Mas espero, que lembrem de mim
Como o poeta que fui e se a morte demorar a me buscar
O poeta que me tornarei
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