Tarde perfeita
Hélio da tarde beija meu corpo
Engrandecendo meu ser
Espero que quando morto
Eu não deixe de querer
A sombra da árvore anciã
Bambeia com o sopro de Tupã
O senhor Canário canta
Como quem sabe onde está
O cachorro deita nas pedras
Cansado de tanto brincar
A vida vai andando
Pondo a morte a esperar
Imbuindo de loucura
O poeta ansioso a espreitar
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